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Darkside: fragmentos do tempo

Originalmente fundados no início dos anos 1990, os Darkside recuperam as primeiras demos dando-lhes uma nova roupagem para que fiquem na história de forma digna.

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Origem: Brasil
Género: thrash metal
Último lançamento: “Fragments of Madness… at the Gates of Time” (2018)
Editora: Rising Records
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Entrevista e review: Diogo Ferreira

Originalmente fundados no início dos anos 1990, os Darkside recuperam as primeiras demos dando-lhes uma nova roupagem para que fiquem na história de forma digna.

«Se a banda fosse uma cerveja, o lúpulo seria da Bay Area e o malte da NWOBHM.»

Último lançamento: «O título “Fragments of Madness… at the Gates of Time” é o trocadilho perfeito para este trabalho, de modo a reconstruir a origem de Darkside. As músicas das demo tapes “Fragments of Time” (1991) e “Gates to Madness” (1993) vêem finalmente a luz do dia da maneira que merecem. Ficaram esquecidas e silenciosas durante décadas, excepto “Fragments of Time”, que ao longo dos anos se tornou um hino para quebrar pescoços e mosh, indispensável até nos concertos mais recentes da banda.»

Conceito: «Isto não é apenas um álbum, mas também um documento e um disco histórico. O booklet traz fotos raras, posters de concertos e recortes de jornais da época. Cada música é apresentada por um personagem importante do cenário metal brasileiro. A temática passa por visões de terror, literatura, mitologias e também carrega uma forte crítica aos sistemas religiosos e sociais opressores e as suas sequelas na mente humana.»

Sonoridade: «Darkside está a ficar mais agressivo, mas sem nunca deixar para trás as raízes tradicionais. Se a banda fosse uma cerveja, o lúpulo seria da Bay Area e o malte da NWOBHM. As músicas são fáceis de identificar, mesmo com tantas mudanças de tempo e moldes. Há riffs vigorosos, uma bateria trovejante e refrãos cativantes que fazem com que o público berre bem alto nos concertos.»

Review: Fundados no início dos anos 1990, este brasileiros só em 2012 lançaram o primeiro LP, seguindo-se mais dois (2015 e 2018) e um álbum ao vivo (2019). Numa mescla de thrash metal e death metal melódico, os Darkside acabam por incutir uma certa dose de melodia sul americana, quase heavy metal, em temas como “Human Pest Control”. Pé no acelerador e fé na boa forma do pescoço para um bom headbanging é o que se pede quando se ouve Darkside.

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