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Dark Tranquillity sobre “Moment”: «Um álbum fresco que mantém o material que se fez antes»

Dark Tranquillity em conferência de imprensa reservada aos media sobre o novo álbum “Moment”.

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Moment” é o título do próximo álbum dos Dark Tranquillity e será lançado a 20 de Novembro pela Century Media Records.

Numa listening session reservada à imprensa via Internet, “Moment” rodou na íntegra, destacando-se logo dois factores importantes: a presença das guitarras dos novos membros Christopher Amott (ex-Arch Enemy) e Johan Reinholdz (Andromeda, Nonexist, Skyfire), bem como uma união entre a sonoridade mais alternativa de “Atoma” (2016) com a melancolia atmosférica de discos como “Skydancer” (1993). Sobre isto, o vocalista Mikael Stanne respondeu: «É impossível desligarmo-nos disso. Por mais que se tente seguir em frente, como esquecer tudo o que se fez no passado e fazer-se algo totalmente novo, não dá para fazermos isso dessa forma, porque cresces com os mesmos álbuns, continuas a ter os mesmos valores quando se trata de música. Não se escapa disso! [risos] É bom quando alcanças essa onda, mas fazes algo novo ao mesmo tempo. É disso que estamos à procura: ter um álbum que soa fresco e diferente, mas que mantém o material que já fizeste antes.»

No seguimento, o moderador da conferência pergunta ao baterista Anders Jivarp quando foi a última vez que ouviu todos os álbuns de Dark Tranquillity de rajada. «Acho que isso nunca aconteceu!», exclama com uma gargalhada. «Ouvi os b-sides. O “Exposures…” [2004]. Ouvi-o há coisa de um ano, e pensei: ‘Uau! Interessante!’» Entretanto, Stanne, em desaprovação cómica, interrompe: «Vá lá…» E prossegue: «É interessante ouvir o que fizemos, especialmente aquilo que deixámos de fora. Há boas músicas – por que é que não as usámos? É difícil falar da mentalidade com que se estava na altura. Passaram-se 25 anos ou assim… No que é que estávamos a pensar? O que é que estávamos a fazer? O que é que nos ia na cabeça quando escrevemos aquilo ou quando é que decidimos que não íamos usar isso? É fascinante e, por vezes, interessante retroceder só para obter aquele sentimento de quando foste em frente. É bom.»

Depois, o teclista Martin Brändström, que produziu “Atoma” e “Moment”, recorda que, para a novidade, fez uma espécie de trabalho de casa. «Ouvi o “Atoma” a certa altura da produção [de “Moment”] só para ver o que fizemos. Tenho o mesmo sentimento com todos os discos, e fizemos algo novo com “Moment”. Não queria soar ao mesmo. E acho que é impossível soar ao mesmo, porque ia ser diferente com o Johan [Reinholdz], que é uma grande força neste álbum. Mas sim, fui atrás e analisei-o… [risos]»

Brevemente, a veterana banda sueca deverá apresentar o primeiro single de “Moment”.

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