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Cryptobiosis: a tradição do death metal passado

Ao segundo álbum, os alemães Cryptobiosis continuam a perpetuar o death metal clássicos dos anos 90, bebendo da fonte dos maiores mestres do género. A dar uma “pequena ajuda” na bateria está Kevin Paradis (Benighted).

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Origem: Alemanha
Género: death metal
Último lançamento: ”Juggernaut” (2019)
Editora: independente
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Entrevista e review: João Correia

Ao segundo álbum, os alemães Cryptobiosis continuam a perpetuar o death metal clássicos dos anos 90, bebendo da fonte dos maiores mestres do género. A dar uma “pequena ajuda” na bateria está Kevin Paradis (Benighted).

«Podem contar com 100% de dedicação pura e metal artesanal que soa a um tanque no modo de aceleração máxima, pronto para entrar num campo de batalha épico.»

O que esperar: «Com o nosso mais recente lançamento, “Juggernaut”, queríamos dar um passo em frente em direcção a um metal mais técnico, mas oldschool, em comparação com o nosso primeiro disco. Ainda assim, todas as faixas estão profundamente enraizadas nos anos 90, com referências a bandas como Dismember, Bolt Thrower, Vader e outros nessa linha. As músicas são uma mistura entre death e thrash metal, com influências do black metal e até de secções inspiradas nos guitar heroes dos anos 80 (principalmente solos de guitarra). Numa perspectiva técnica queríamos uma bateria enorme e explosiva, logo, contactámos o Kevin Paradis (Benighted) para gravar e pré-misturar a bateria; funcionou extremamente bem, oferecendo às faixas a agressão e o poder necessário que eles mereciam. Além disso, fizemos toda a produção por conta própria, desde a gravação, mistura/master até à arte. Podem contar com 100% de dedicação pura e metal artesanal que soa a um tanque no modo de aceleração máxima, pronto para entrar num campo de batalha épico. De Hyperblasts a Bone-Grindeing – está tudo incluído.»

Conceito: «Não se trata de um álbum conceptual no sentido de seguir uma determinada história. No entanto, liricamente, concentra-se em temas baseados no niilismo e no existencialismo. A faixa “Charged with Anger” cita Satre com “Todo o existente nasce sem razão, prolonga-se por fraqueza e morre por encontro imprevisto”. Este é um bom resumo do conteúdo lírico. No entanto, também existem algumas histórias de terror  escolhidas a dedo.»

Influências: «Somos inspirados principalmente pelas bandas de death metal dos anos 90 (Dismember, Dissection, Krisiun, Vader, Cannibal Corpse e muito mais), fortemente influenciado pelo thrash metal dos anos 80 (Megadeth, Testament) e pelas pirotécnias dos heróis de guitarra (Cacophony, Y.J. Malmsteen).»

Review: O death metal dos Cryptobiosis instila nos mais velhos uma certa nostalgia, algo que só quem viveu 1990 a toda a velocidade entenderá. “Death Machine (The Tower)” é um exemplo perfeito de death metal claramente inspirado pelas maiores bandas desse espectro, mas com uma abordagem moderna, muitos blastbeats e um sentido apurado de agressão. Sim, com Kevin Paradis na bateria tudo ganha um novo relevo, mas dizer que o francês é responsável pela coesão do tema é injusto – as guitarras técnicas de Florian e Nick, a voz grotesca de Bror e o baixo technodeath de Peter são os verdadeiros culpados por ela. Recomendado para fãs de metal extremo de qualidade.

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