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Crematory “Unbroken”

“Unbroken” é o décimo quinto álbum desta banda germânica (primeiro com o selo da austríaca Napalm Records) que ao longo dos quase trinta anos de carreira teve os seus altos e baixos.

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Editora: Napalm Records
Data de lançamento: 06.03.2020
Género: gothic/industrial metal
Nota: 3/5

“Unbroken” é o décimo quinto álbum desta banda germânica (primeiro com o selo da austríaca Napalm Records) que ao longo dos quase trinta anos de carreira teve os seus altos e baixos. No entanto, não deixa de ser uma marca assinalável, reflexo de muito trabalho e muita perseverança, mesmo em momentos de menor fulgor ou brilhantismo artístico.

Alguma dessa centelha estava presente nos últimos trabalhos, “Monument” e “Oblivion”, de 2016 e 2018 respectivamente, que foram marcados por alguns temas que recuperavam a força das guitarras, continham melodias catchy e refrãos fortes, num equilíbrio bastante bem conseguido com a vertente mais electrónica/industrial da sua sonoridade.

“Unbroken”, no conjunto das suas quinze faixas, pega muito mais nas linhas de “Antiserum” (2014), com guitarras menos preponderantes, como é o exemplo do tema-título, em que os apontamentos de programação e sampling estão mais presentes, dominando uma série de temas, mas habilmente trabalhados para mais uma mão-cheia de refrãos que ficam na cabeça e que, certamente, farão o gáudio dos fãs nos concertos da banda.

A fórmula verso-refrão-verso continua a repetir-se, acabando por tornar algo previsível a sucessão dos temas e, sejamos claros, faz surgir uma monotonia que poderia ser quebrada com um trabalho mais conciso e algum risco que abalasse, mesmo que ligeiramente, o conforto de uma guideline na qual a banda se deixou enlear em demasia.

“Unbroken” pode ser mais um statement de pujança e vitalidade da banda, que a letra do tema-título espelha com toda a clareza, dominando com muita segurança as águas em que navega, mas fica um pouco aquém de outras propostas que nos legaram nos últimos quinze anos, como os exemplos que demos no início do texto ou, então, “Pray” (2008) ou “Revolution” (2004) num horizonte um pouco mais longínquo.

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