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Calyces: fuga do casulo

Com um caminho pré-existente na cena prog da Grécia com outras bandas, os Calyces lançaram recentemente o seu álbum de estreia, trabalho esse que estão a promover com toda a força.

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Origem: Grécia
Género: prog rock/metal
Último lançamento: “Impulse to Soar” (2020)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp

Com um caminho pré-existente na cena prog da Grécia com outras bandas, os Calyces lançaram recentemente o seu álbum de estreia, trabalho esse que estão a promover com toda a força.

«O momento em que algo novo ganha vida é simplesmente inesquecível.»

Percurso e álbum: «Poucas coisas são tão estimulantes como novos começos. Particularmente para um criador musical, seja isso os primeiros passos ao compor e lançar um álbum de estreia ou logo após a carreira pré-existente dar uma grande guinada, o momento em que algo novo ganha vida é simplesmente inesquecível.
Manthos Stergiou, após um percurso na cena metal underground, que vai de 2003 com o nascimento de Tardive Dyskinesia até 2018, quando entraram num hiato indefinido, é um caso exacto desse conto. Sendo vocalista, guitarrista e compositor principal da reconhecida banda de prog metal que deixou uma marca profunda na cena local e que causou sensação nos círculos internacionais, ele curou, produziu, gravou e tocou ao vivo os quatro álbuns que lançaram com aclamação da crítica internacional.
Para prosseguir a partir desse ponto, um veículo diferente teve de ser criado e surgiu como uma metáfora para renascimento, para uma nova forma de vida. Calyces são as sépalas que formam uma camada protectora à volta de uma flor em botão. É também o nome de uma banda ateniense de rock progressivo / heavy metal, construída em torno de Manthos, que assumiu as funções de guitarrista e vocalista, composta ainda por Alexis Stavropoulos (bateria), Giannis Golfis (guitarra) e Stelios Tragos (baixo), todos já sendo membros-chave de bandas gregas como Insect Radio e Revenge Of The Giant Face. Com 2018 como ponto de partida, as composições do álbum de estreia foram elaboradas e definidas com altos padrões de musicalidade, perspectiva de pensamento avançado e agilidade de metal cirúrgico.
Charme e talento artístico adicionais foram fornecidos ao álbum com a participação de Jørgen Munkeby (Shining), com um solo de saxofone em “Unfair Labor”, e de Chrysa Tsaltampasi (Spineless), com vozes em “Beyond Sight”. O álbum foi masterizado pelo engenheiro vencedor de um Grammy, Alan Douches (Mastodon, Kvelertak, The Dillinger Escape Plan), e gravado em vários estúdios de Atenas com colaboradores cuidadosamente seleccionados para se alcançar o som natural e orgânico que destacaria a substância humana do material entrelaçada com a complexidade artística.»

Conceito: «Cada faixa de “Impulse to Soar” tem a sua própria história musical e lírica. O ser humano é sempre a referência: os seus pontos fracos, como ganância e egoísmo, o vício em torno da imagem que projectam nas redes sociais, tudo o que se passa no mundo e como isso nos afecta.
O título é a interpretação vocal da pintura que Maria Stergiou criou especialmente para este lançamento, que representa a diversidade e os instintos carinhosos de uma mãe que abraça com ternura e cuida de um casulo feio até que eclode e se transforma. Quando chegar a hora de voar para longe, ela dar-lhe-á aquele impulso que definirá o momento mais importante da sua vida. Pode-se dizer que a nossa música também tem essa diversidade. Às vezes é selvagem e complexa, às vezes é calma e fácil.»

Sonoridade: «”Impulse to Soar” combina prog metal da forma como foi moldado durante os anos 2000 com os melhores elementos do rock progressivo clássico dos anos 70, unindo as áreas mais importantes da música do homem pensante. Estas 10 faixas apresentam riffs pesados com afinação grave e uma enxurrada de secções polirrítmicas alternadas com passagens atmosféricas que enfatizam o groove, a melodia e a energia aos olhos de uma composição precisa. É um disco que se somará às colecções de todos os adeptos da era moderna que gostem de Mastodon, Alice In Chains, Intronaut, King Crimson, Baroness, Tool, The Mars Volta.»

Review: Temas como “The Great Void” colocam-nos em ambientes sonoros relacionados a Mastodon e Alice In Chains, sendo esta a grande combinação que os Calyces nos oferecerem através do seu rock com laivos de prog, especialmente através de riffs que brincam com tempos e ritmos, o que resulta numa das melhores sensações retiradas desta banda grega. Interessante também é a percepção obscura que criam, colocando-nos nesse plano sensitivo sem grandes dificuldades.

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