#Guitarrista

Reviews

Bloodkill “Throne of Control”

Os Bloodkill solidificam uma direcção narrativa e conceptual que pode diferenciá-los dos demais.

Publicado há

-

Editora: independente
Data de lançamento: 19.01.2021
Género: thrash metal
Nota: 3.5/5

Os Bloodkill solidificam uma direcção narrativa e conceptual que pode diferenciá-los dos demais.

A jovem banda de Mumbai apresenta-se ao público com o longa-duração “Throne of Control” de forma intensa e quase caótica em certos momentos, criando aqui uma bela rampa de lançamento musical e conceptual para o que se pode esperar deste grupo a dar os primeiros passos. Não obstante, o jovem grupo completa, este ano, a sua meia década no ramo da música, um quinteto que mostra ter um talento incomensurável e cheio de revolta política no bucho.

Há já algumas semanas que o público teve acesso à intensa “For I Am the Messiah”, uma faixa intensamente política e socialmente conturbada com um thrash metal muito heavy, com fortes tendências para as vozes semi-guturais em muitos momentos. Na verdade, “Throne of Control” conta com oito temas, sendo que o primeiro deles é uma potente introdução a um álbum já a ser preparado desde 2017 com o lançamento de “3B” em versão single. Ora, estes cinco anos de preparação tomam de assalto um disco que se vê repleto de trama social e distúrbios da dualidade política vivida em sociedades como a da Índia.

Na globalidade, “Throne of Control” é um álbum de thrash metal puro e duro. Claro que as variantes do heavy estão muito presentes, mas este é fundamentalmente um lançamento de thrash metal contemporâneo, com a inclusão de muitos elementos de produção que enriquecem a sonoridade. O desempenho do grupo é interessante; não se rejubila com a oportunidade, demonstrando uma capacidade até muito madura para lidar com faixas anteriormente interpretadas, melhorando-as significativamente, como são os casos de “3B” e “Horrorscope”, esta última contendo maior riqueza e maturidade sonora, tendo sido também lançada em forma de single em 2018. A componente heavy é explorada, apesar do thrash dominar o assalto sonoro – exemplo disso são as faixas “Horrorscope”, “For I Am the Messiah” e o tema homónimo, curiosamente as últimas três músicas deste álbum.

Os Bloodkill têm aqui uma bela estreia discográfica, não se comprometendo a um estilo, variando do thrash para o heavy, mas solidificam uma direcção narrativa e conceptual que pode diferenciá-los dos demais.

Facebook

Destaques

Notícias

Artigos

Mundo das Guitarras © 2021