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Beast Of Revelation “The Ancient Ritual Of Death”

Desconfortável. Severo. Vil.

Editora: Iron Bonehead Productions
Data de lançamento: 06.03.2020
Género: death/doom metal
Nota: 3/5

Desconfortável. Severo. Vil.

Desconfortável. Severo. Vil.
Pronto, a coisa poderia ficar por aqui e deixávamos o resto por vossa conta. Mesmo assim, somente estas palavras atiradas para a web, sem classificação ou outro elemento que induzisse alguma pista adicional. Poderia ser muita coisa, já que isto do mundo da música deixou de ser linear há muito, não é?!

A.J. van Drenth (Temple, Throne, ex-Beyond Belief), Bob Bagchus (Infidel Reich, Soulburn, ex-Asphyx) e John McEntee (Incantation) são as alminhas por detrás da criação desta peça em nove actos de doom/death metal que tresanda a fins dos anos 1980/inícios de 1990. Apresentações feitas,

tudo malta que já anda por aqui há mais de dois dias, malhas poderosas, ritmos lentos, um low end que mantém aquele ar fétido sempre presente, boa produção. Tem tudo para ser um álbum de referência, marcante neste ano que ainda vai no adro, não é? Tem… e não tem… Tem por tudo o que se referiu, pela garantia quase inquestionável de material de qualidade elevada, do rol de temas que seguem a bela cartilha construída há cerca de três décadas, mas no final fica um ligeiro sabor agridoce, porque fica a impressão que esta malta desempoeirou a sebenta e seguiu um guião sem lhe adicionar algo diferenciador, desconfortável, num espectro musical que por si só já não é muito fácil inovar e que tem encontrado um processo de saturação, já conhecido de outros estilos e que tão ciclicamente vamos enfrentando. E aqui poderá residir o calcanhar de Aquiles deste trabalho.

“The Ancient Ritual Of Death” é monolítico. Logo nos primeiros segundos de “Legions”, mal entoam aquelas lúgubres badaladas, somos colocados em sentido, e ao longo dos 43 minutos seguintes pouco descanso temos, tal a avalanche de peso com que somos confrontados, e nem mesmo no interlúdio “Beast VI” as coisas deixam de ser breu, nem por alguns segundos roçam a paleta de tons cinza-escuro ou que os temas seguintes revelariam outra abordagem. Nada disso. “The Days Of Vengeance” e as malhas seguintes conduzem-nos pelo mesmo caminho. O mesmo caminho. Sem vislumbre de alguma luz lá muito ao fundo.

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