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Bál: magia selvagem

Black metal breve mas intenso, o novo EP de Bál é mais do que música numa colaboração visual com Smarakand em que se conta uma história misteriosa com rituais, veados mágicos, rainhas más, bruxas e demónios.

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Origem: Hungria
Género: black metal
Último lançamento: “Hirsch” (EP, 2020)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp

Black metal breve mas intenso, o novo EP de Bál é mais do que música numa colaboração visual com Smarakand em que se conta uma história misteriosa com rituais, veados mágicos, rainhas más, bruxas e demónios.

«Este EP é uma abertura e um alicerce de uma nova forma de expressar o mesmo sofrimento doloroso, o que identifica Bál.»

Último lançamento: «O meu objectivo era fazer algo diferente dos meus outros álbuns e músicas, com o mesmo gosto que já descobri, dando origem à mesma atmosfera de uma perspectiva diferente. Para mim, este EP é uma abertura e um alicerce de uma nova forma de expressar o mesmo sofrimento doloroso, o que identifica Bál. Com uma palavra simples, o ouvinte experimentará uma certa magia em andamento. Não há palavras suficientes para descrever – devem ouvir e observar e encontrar a própria explicação sobre isto.»

Conceito: «Na verdade, este projecto é uma colaboração com Smarakand. Comecei a trabalhar com Smara há cerca de dois anos, que é uma talentosa e mágica artista visual austríaca. “Hirsch” é um EP de 4 + 2 faixas baseado numa história visual com músicas compostas separadamente.
Num ritual maravilhoso envolto em mistério, uma mulher oferece o seu corpo e alma para o renascimento de um veado mágico. O veado desperta no corpo da mulher e mostra toda a sua magia. Ele muda frequentemente entre mundos. Uma rainha maliciosa descobre a existência deste veado místico e caça-o. Ela quer expandir o seu poder incomensuravelmente com a ajuda do coração do veado. Ela mata-o e remove o coração. Duas bruxas descobrem o sucedido. Matam a rainha e arrancam-lhe o coração. Também levam a coroa. Num ritual místico, libertam o veado mágico que se revela como um demónio.
A história e as letras são da autoria de Smara.»

Evolução e influências: «Basicamente, a minha mente e a maneira como vejo as coisas mudaram muito desde o meu primeiro lançamento, que foi “Duna” em 2018, e isso é provavelmente perceptível nas minhas músicas e letras. Ouvindo por ordem cronológica, o som dos meus lançamentos ficou mais puro e limpo, o que me deixou bastante satisfeito. “Duna” era cru, com muita raiva e desespero. A erupção da minha dor e a fealdade da música foi bem equilibrada. Em comparação, o meu segundo álbum “Bú” (2020) é apenas triste e caótico, mas uma criação mais madura. O meu terceiro longa-duração (“Krampusz”, 2020) é a cor mais agressiva e ofensiva da minha paleta de escuridão. A última obra mais limpa e arranjada é “Hirsch”, com certeza – mas este projecto não está apenas enraizado no sofrimento, é mais como uma transfiguração, uma alucinação, ao contar-se uma história de um ponto de vista diferente numa língua diferente.
Bem, não é fácil descrever a influência musical no meu projecto, mas diria que, na minha opinião, a cena black metal islandesa de hoje deveria ser considerada uma nova vaga de black metal. Dificilmente, escolhi cinco artistas e bandas que posso citar como referências: György Ligeti, Hekla, Misþyrming, Riddler, Wiegedood.»

Review: Num ano de 2020 prolífico – com dois LPs, um split e um EP -, este projecto húngaro remata com uma colaboração com Smarakand através de um lançamento curto, com apenas cerca de nove minutos, composto por black metal breve mas intenso em que reina uma atmosfera crua q.b. relacionada a ambientes bucólicos e ritualistas (a imagética não engana). Entre acordes mais limpos (com uma pitada de DSBM) e algumas melodias negras, encontramos ainda a devida dissonância que se quer no black metal. Funcionando como uma pequena amostra daquilo que Bál realmente é, este é um nome a ter em conta se gostas de descobrir novos sons no vasto underground.

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