#Guitarrista

Entrevistas

Armored Saint, 30 anos de “Symbol of Salvation”: «Continua a ganhar mística a cada ano»

Os Amored Saint celebram o álbum Symbol of Salvation com um lançamento ao vivo e recordam o fundador Dave Prichard (1963-1990).

Foto: cortesia Metal Blade

«Ao fazermos o “Symbol of Salvation” tínhamos de provar algo a nós mesmos.»

Considerado um pilar pelo vocalista John Bush, os Armored Saint celebram os 30 anos do álbum “Symbol of Salvation” com um lançamento ao vivo captado em Nova Iorque em 2018, onde se absorveu o poder, a habilidade e a diversidade do original de 1991. «Achei que mostrar o “Symbol…” através doutra perspectiva era uma grande homenagem ao disco em si», disse o baixista Joey Vera através da Metal Blade Records. «Ter todos os fãs ali a fazerem parte do evento é uma maneira de dizermos obrigado, pois não conseguimos fazer nada disto sem eles.»

Sem dúvida, “Symbol of Salvation” destaca-se como um dos grandes marcos discográficos, não só da banda como do próprio heavy metal. «Liga o nosso passado ao nosso futuro», assegura John Bush. «Acredito que foi um tempo em que, honestamente, achávamos que podíamos fazer o que quiséssemos musicalmente e, de certa maneira, funcionou. Há um sentimento mágico e continua a ganhar mística a cada ano.»

Contudo, a banda teve de passar por períodos adversos enquanto compunham os temas para o disco: estavam há três anos sem editora e, em 1990, antes de entrarem em estúdio, perderam o fundador e guitarrista Dave Prichard que sucumbira com leucemia. Ainda assim, tudo isto contribuiu para que encontrassem a sua chama, que os levou a darem o seu melhor. «Como nos erguermos destas cinzas, sentimos um desejo muito forte para fazer com que todas as pequenas coisas contassem», recorda Vera. «Foi mais importante do que qualquer coisa que tenhamos feito antes. Não queríamos que as contribuições do Dave fossem em vão. Também estávamos numa missão para fazer com que o mundo ouvisse o que tínhamos feito durante três anos. O engraçado é que durante a separação do metal entre glam e thrash de ’85 a ’89 a modos que sentimos que tínhamos de provar algo a toda a gente. Mas ao fazermos o “Symbol…” também tínhamos de provar algo a nós mesmos.»

Voltando a 2018, a decisão para se tocar o álbum integralmente nos EUA e na Europa foi pragmática. Com a banda entre álbuns (“Win Hands Down” de 2015 e “Punching the Sky” de 2020), com vontade de se darem mais concertos e com o trigésimo aniversário de “Symbol of Salvation” no horizonte, Vera acreditava que este podia ser um «desafio engraçado». «Pensámos que, uma vez que os fãs parecem concordar que este disco é um favorito, isto podia ser bem recebido. E como habitual, isto demora tempo a planear, portanto saltámos para a ideia e fizemos um monte de datas antes de começarmos a escrever o álbum seguinte. Foi excelente ver a reacção do público quando tocávamos tudo inteiramente. Não só as músicas que raramente tocávamos, mas também algumas que nunca tínhamos tocado. Algumas delas ganharam uma nova vida e foi muito motivante para mim ver estas músicas numa perspectiva diferente. Diria que essa experiência foi uma inspiração quando começámos a compor o “Punching the Sky”.»

«Se há 30 anos me dissesses que estaríamos a falar disto hoje, diria que eras maluco.»

O espectáculo em Nova Iorque foi captado por seis câmaras, com Bush a assumir que a banda estava «galvanizada» por saber que estava a ser filmada. «A onda na sala foi excelente», conta Vera. «Os fãs fizeram-nos sentir bem-vindos, como se tivéssemos vindo a casa para uma celebração, e todos celebrámos o “Symbol of Salvation”. Deu-me arrepios ouvir as pessoas a cantarem músicas como “Burning Question”, uma que nunca tínhamos tocado ao vivo.»

Como bónus, a versão em vinil contém cinco faixas nunca antes lançadas da maquete para “Symbol of Salvation” com participação do malogrado Dave Prichard. «São músicas que não entraram no disco. Contudo, há algo nessas músicas e o Dave toca nelas, portanto é especial», diz Bush.

De forma a oferecerem aos fãs algo adicional nesta comemoração, estes veteranos do heavy metal estão tão felizes como respeitosos pelo facto de terem alcançado tamanho aniversário. «Se há 30 anos me dissesses que estaríamos a falar disto hoje, diria que eras maluco», remata Vera. «Tudo o que sempre quisemos era fazer a nossa própria música, para termos alegria e orgulho nisso. O facto de também termos fãs leais que continuam a apoiar o que fazemos é a cereja no topo do bolo. Tento olhar para os nossos discos tão objectivamente quanto possível, e, quando consigo fazer isso, fico muito orgulhoso por este disco ser uma enorme parte do legado da banda, e fico extremamente agradecido por fazer parte disso.»

“Symbof of Salvation Live” tem data de lançamento a 22 de Outubro de 2021 pela Metal Blade.

Conhece os produtos da revista Guitarrista aqui.

Facebook

Apoia a nossa causa

Destaques

Notícias

Artigos

Mundo das Guitarras © 2021