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Amorphis: iluminados pelos halos do norte

Os Amorphis sobre o novo álbum – o trabalho com o produtor Jens Bogren e o conceito sempre inspirado na Kalevala finlandesa.

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Foto: Sam Jamsen

«É um grande sentimento o de ainda conseguirmos produzir música decente.»

Veteranos do metal e do rock, há mais de três décadas que os Amorphis têm deixado a sua marca, que tanto pode ser melancólica como agressiva. Culturalmente relevantes, os finlandeses têm em “Halo” o seu novo álbum.

Novamente a interpretarem à sua maneira os épicos tradicionais da Kalevala, “Halo” é progressivo, vibrante, melódico e melancólico, dando assim um prolongamento à trilogia que começou com “Under the Red Cloud” (2015) e que se seguiu com o muitíssimo bem-recebido “Queen of Time” (2019).

«É realmente um grande sentimento o de ainda conseguirmos produzir música muito decente como banda. Talvez um certo tipo de auto-crítica e muita experiência culminem nestes últimos álbuns», comenta o guitarrista Esa Holopainen através da editora Atomic Fire. Sobre o novo disco, acrescenta: «É reconhecivelmente Amorphis do início ao fim, mas a atmosfera geral é um pouco mais pesada, mais progressiva e também mais orgânica se compararmos com o predecessor.»

Tomi Joutsen, que é tão capaz de explodir em berros colossais como suavizar o cenário com uma limpeza vocal cristalina, deixa também um comentário ao diz quer «“Halo” soa mais despojado em comparação a “Queen of Time” e a “Under the Red Cloud”». «Contudo, não se enganem: quando uma certa música precisa de soar em grande, então soa em grande», atira.

«Quando uma certa música precisa de soar em grande, então soa em grande.»

Tudo isto deve-se, claro, ao talento dos Amorphis, mas também ao conceituado produtor Jens Bogren que ajudou a escolher 11 dum total de 30 músicas que a banda lhe deixou em mãos. «O Jens é muito exigente, mas gosto muito de trabalhar com ele», diz Holopainen. «Ele toma conta de todo o projecto do início ao fim e permite que o músico se foque apenas em tocar. Talvez não consiga agradecer o suficiente ao Jens. Tudo o que fizemos em conjunto foi muito bom, e esta cooperação tem levado os Amorphis em frente.»

Num álbum que nos leva por uma viagem épica pelas terras do norte e pela sua rica herança cultural e musical, “Halo” não é um disco apenas para metaleiros, mas também para mentes imaginativas que transformam melodias e dinâmicas sonoras em pensamentos triunfantes que podem ser pintados em cenários de cortar a respiração.

Mas antes de tudo isto chegar aos nossos ouvidos e mentes, o processo de escrita das letras passa pela mestria poética de Pekka Kainulainen, especialista na Kalevala finlandesa e colaborador de Amorphis. «Desde o primeiro dia, o Pekka sempre foi um entusiasta e prolífico letrista de Amorphis», assegura Joutsen. «Traduzir a poesia arcaica finlandesa para inglês e adaptá-la aos nossos ritmos progressivos é um processo lento. Felizmente, o Pekka faz tudo a tempo e com grande cuidado.»

Sobre o conceito, Pekka conta que «“Halo” é um disco com temas livres cheios de histórias de aventura sobre o norte mítico». E conclui: «As letras falam de um tempo ancestral quando o Homem vagueava até às fronteiras boreais após a Idade do Gelo. À medida que descrevo o renascimento de uma cultura seminal num mundo de novas oportunidades, também tento alcançar as forças eternas da mente humana.»

Agora é ouvir. Os Amorphis estão de volta!

“Halo” tem data de lançamento a 11 de Fevereiro de 2022 pela Atomic Fire Records.

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