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Amenra “De Doorn”

“De Doorn” é uma experiência catártica que partilha mágoa individual para o exterior, um exorcismo que nos transporta para um estado febril perante a dor que nos transformará até à desejada cura.

Editora: Relapse Records
Data de lançamento: 25.06.2021
Género: post-metal / doom metal / sludge metal
Nota: 3.5/5

“De Doorn” é uma experiência catártica que partilha mágoa individual para o exterior, um exorcismo que nos transporta para um estado febril perante a dor que nos transformará até à desejada cura.

Deixando para trás a série dos álbuns “Mass”, os inovadores da música pesada e espiritual Amenra, que puseram a Bélgica no mapa do metal, oferecem mais uma viagem a territórios inóspitos com “De Doorn”, o primeiro álbum da carreira cantado totalmente em flamengo que ajudou o grupo a encontrar uma maior gama de expressões mais familiares para que o intimismo almejado fosse ainda mais pessoal.

Inspirados no folclore que passa de geração em geração, os Amenra trazem-nos uma narrativa orientada às experiências dos próprios, tudo num rito de consumação, reconhecimento e libertação através de cinco novas composições fluídas e sem grandes complicações que exaltam um sentido de melancolia iminente que se desenrola lentamente, como se tudo fosse uma antecipação a algo que vai acontecer mas que leva o seu tempo. Antecipação ultrapassada, os Amenra, que até podem ter Colin H. Van Eeckhout como reflexo mais reconhecido, funcionam como uma equipa bastante coesa e acabam a rebentar nas suas aplaudidas paredes sonoras robustas e incendiárias, tal e qual os concertos.

Cada álbum dos belgas é um monólito de post-metal intenso e “De Doorn” não é diferente, revelando-se novamente uma experiência catártica que partilha mágoa individual para o exterior, um exorcismo que nos transporta para um estado febril perante a dor que nos transformará até à desejada cura.

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