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Allen/Olzon “Worlds Apart”

No total são onze faixas de metal melódico e sinfónico bem executado e polido, talvez demasiado, mas que nos deixam, mesmo assim, a sentir a falta de algo que se perdeu pelo caminho.

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Editora: Frontiers Music
Data de lançamento: 06.03.2020
Género: melodic / symphonic metal
Nota: 3.5/5

No total são onze faixas de metal melódico e sinfónico bem executado e polido, talvez demasiado, mas que nos deixam, mesmo assim, a sentir a falta de algo que se perdeu pelo caminho.

Depois de ter deixado os Nightwish, Anette Olzon prosseguiu com a sua carreira a solo, tendo igualmente colaborado com o projecto The Dark Element. Agora, Anette junta-se a Russell Allen dos Symphony X e a Magnus Karlsson dos Primal Fear para este “Worlds Apart”. Allen e Karlsson já tinham trabalhado juntos na maioria dos álbuns Allen/Lande e segue aqui musicalmente na mesma linha. Aos três junta-se Anders Köllerfors, baterista de sessão. Karlsson tratou da maioria das composições e toca guitarra, baixo e teclados.

O primeiro tema do disco, “Never Die”, é uma boa peça, que nos abre o apetite para um symphonic metal de qualidade. A voz de Allen nunca desilude e ajuda a tornar este um dos melhores temas. Alternando peso com partes mais melódicas, estamos perante muita melodia executada na perfeição por Karlsson e há um magnífico solo, no tom certo.

“Worlds Apart”, que foi o primeiro single deste trabalho, começa bem, com um bom trabalho de guitarras, que serve de introdução para a voz de Allen, e o contraste com a voz de Olzon cria uma boa teia vocal, mas o tema não consegue brilhar.

“Worlds Apart” é um disco consideravelmente menos pesado do que os trabalhos de Symphony X ou Nightwish, injectando muito mais melodia nas músicas e seguindo na mesma linha das colaborações Allen/Lande, com incursões múltiplas pelo hard rock e pelo metal mais melódico.

A quarta faixa, “What If I live”, é um bom momento que alterna as passagens mais pesadas com um duelo entre as vozes de Allen e de Olzon e um solo de grande qualidade, cortesia de Karlsson.

Destaca-se ainda “Who You Really Are” com o seu início cinemático e apoiando-se na voz de Russell Allen, sendo uma das faixas a destacar em conjunto com a de abertura.

A voz de Anette é rainha em “One More Chance”, uma balada potente em que o prato forte é a voz da sueca sobre os ambientes musicais criados por Karlsson.

A pesada e complexa “Lost Soul”, com fortes influências de Symphony X, é outro dos momentos altos do disco e mostra um caminho pelo qual bem poderiam ter enveredado no disco, que é mais cativante com os seus riffs e solos rápidos e a destreza de Anders na bateria, no qual a voz de Allen assenta que nem uma luva.

No total são onze faixas de metal melódico e sinfónico bem executado e polido, talvez demasiado, mas que nos deixam, mesmo assim, a sentir a falta de algo que se perdeu pelo caminho.

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