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Alexi Laiho: a vida ardente e os tempos selvagens de um herói moderno do metal

Quando o antigo vocalista dos Children of Bodom, Alexi Laiho, morreu no final de 2020, o metal perdeu um herói dos dias de hoje. Relembramos a vida e os tempos do homem a quem chamavam Wildchild.

Quando o antigo vocalista dos Children of Bodom, Alexi Laiho, morreu no final de 2020, o metal perdeu um herói dos dias de hoje. Relembramos a vida e os tempos do homem a quem chamavam Wildchild.

Foto: Terhi Ylimäinen

Alexi Laiho era o tipo de artista que não esquecias depressa. A 31 de Outubro de 1997, o vocalista e a sua banda, uns então desconhecidos Children of Bodom, foram escalados para abrir para os black metallers noruegueses Dimmu Borgir em Helsínquia. O concerto era uma grande cena para Children of Bodom. Dimmu Borgir era um nome muito maior, tendo acabado de lançar o terceiro álbum “Enthrone Darkness Triumphant”, e a sala Lepakko era lendária no circuito rock. Tinham de causar boa impressão.

«Dos bastidores conseguíamos ouvir a banda de abertura a tocar», recorda o guitarrista dos Dimmu Borgir, Silenoz. «Estávamos do tipo: ‘Caraças, o que é isto?’ Parecia Yngwie Malmsteen a alta velocidade. Saímos e assistimos ao espectáculo e ficámos de boca aberta…»

«Ali estava uma fera na guitarra», acrescenta Kim Goss, então teclista de Dimmu Borgir, que formaria a banda de power metal Sinergy com Alexi em 1997 e que se casaria com ele em 2002. «Olhava para o nosso guitarrista do tipo: ‘Não sei, pá, tens aqui alguma competição…’»

A 4 de Janeiro de 2021, quando foi divulgada a notícia da morte de Alexi, uma onda de emoção surgiu do mundo do metal. Quando pedimos contribuições para uma peça que celebrasse Alexi e o seu impacto incomensurável no metal, recebemos mais homenagens e recordações do que poderíamos esperar. Tudo aquilo pintava o quadro de um homem profundamente amado e admirado, e cuja amizade e sentido de humor tonto tocaram toda a gente.

«Tínhamos uma linguagem secreta entre nós», diz Kim. «Fomos à Estónia em 1998 e durante todo o trajecto do ferry dissemos literalmente todo o diálogo do primeiro filme “Back to the Future”. Não foi só palavra por palavra, mas com efeitos sonoros.»

«A minha memória favorita é provavelmente da época em que arranjámos umas fatiotas ridículas ao estilo Ali G para o 70,000 Tons of Metal, para pregarmos uma partida na noite do karaoke», acrescenta a ex-membro de GWAR e figurinista Kim Dylla. «O meu dizia “Ghostface Dylla” e o dele dizia “Eazy-A, Original Gangsta 358” – o código do país para a Finlândia.»

Quem o conheceu descreve-o como uma alma gentil e de fala suave com um lado imprudente e espontâneo – o Wildchild que curtia mais do que todos à sua volta.

«A sua arte era brutal e agressiva, mas isso era apenas um lado daquele gajo furioso e carinhoso», diz o vocalista dos Reckless Love, Olli Herman, que tocou com Alexi na banda de tributo ao glam rock The Local Band. «Ele era como o irmão mais velho que eu nunca tive.»

Mas, acima de tudo, Alexi entrará nos livros de história do metal como um moderno herói da guitarra. Em 2008 ganhou o cobiçado Dimebag Darrell Shredder Award no Golden Gods da Metal Hammer e no ano seguinte foi eleito Best Metal Guitarist pelos leitores da Guitar World – mas Alexi era mais do que apenas um shredder. Era um visionário que abriu a porta para que a melodia e a extravagância se infiltrassem nos cantos mais sombrios e extremos do metal. Com Children of Bodom, Alexi juntou combinações de géneros que nunca tinham sido tentadas antes. Black e power metal, melodeath, clássico, thrash… Colou tudo com solos rápidos e loucos e uma atitude “vai-te foder” que inspirou toda uma geração de aspirantes a músicos.

«Há alguns guitarristas que tratam o tocar guitarra como um desporto, e o Alexi tinha aquela velocidade e precisão mas também tinha uma voz incrível ao lado isso», diz a vocalista e guitarrista de Svalbard, Serena Cherry. «Às vezes podes não conhecer alguém pessoalmente, mas sentes que conheces ao ouvir a guitarra. Era o caso com o Alexi. Senti toda a sua personalidade a emanar de cada solo que ele tocava em palco.»

Crescido na cidade de Espoo, a uma curta distância de carro da capital da Finlândia, Helsínquia, Alexi tinha apenas quatro anos quando deu com o pai a ouvir Dire Straits, e percebeu imediatamente a sua vocação. «Perguntei ao meu pai: ‘O que é isso?’», contou na EMP Live TV. «Ouvi o riff e pensei: ‘Isto é tão incrível.’ Achei que era a melhor cena de todas. Ele disse: ‘Isto é guitarra.’ E eu disse: ‘É isto que quero fazer.’ Sem tretas.»

Filho de pais músicos que tocavam uma miríade de instrumentos, o pai comprou-lhe a sua primeira guitarra quando tinha 11 anos e Alexi desenvolveu uma obsessão pelo hair metal dos anos 80 e um amor por guitarristas como Randy Rhoads, Jake E. Lee, Zakk Wylde e Steve Vai. Formou a sua primeira banda aos 14 anos e, um ano depois, com a bênção dos pais, abandonou a escola. «Consegui um emprego e tudo, mas tudo o que fiz foi apenas concentrar-me em tocar, praticar, escrever música.»

Em 1993, formou Inearthed com o amigo de escola e baterista Jaska Raatikainen. Mas em 1997 a banda mudou o nome para Children of Bodom, assinou com a Spinefarm Records e lançou-se numa cena metal que não sabia o que raio fazer com eles. Naquela altura, o metal extremo era um assunto sério e mortal enquanto, no mainstream, o post-grunge era onde a personalidade morria e não havia espaço para virtuosismo amplo e intrincado entre as posturas contundentes do nu-metal. No meio disso tudo, a estreia dos Bodom, “Something Wild”, caiu como uma explosão de uma bomba atómica – uma explosão de solos frenéticos, tons épicos e refrãos bravios movidos a adrenalina. Era divertido, desenfreado e o som de um guitarrista a fazer exactamente o que queria: um dedo médio desafiador contra a tendência e a moda que se recusava a ser definida pelas limitações de qualquer cena.

«Havia muita pressão para uma conformação, mas simplesmente não me importava com isso», recordou Alexi. «Estamos a falar dum circuito metal underground realmente pequeno. Eu era definitivamente o melhor guitarrista que existia. Eu conseguia simplesmente arrasar qualquer um, e fui apreciado por isso.»

«Gostávamos mesmo do que estávamos a fazer, mas ao mesmo tempo pensávamos: ‘O que somos? Que música é esta?’», recorda o ex-baixista dos Children of Bodom, Henkka Seppälä. «Não estou a exagerar – tínhamos a certeza de que isto seria algo que não cairia no goto de ninguém.»

Alexi não partilhava destas preocupações. «Quando a gravação [do “Something Wild”] foi terminada, o Alexi imprimiu o CD-master e escreveu: ‘O futuro álbum de ouro’», ri Henkka. «Ele estava a brincar, claro. Pensámos que, se tivéssemos sorte, venderíamos algumas centenas de cópias, mas, 10 anos depois, chegou a ouro.»

O metal finlandês estava no meio de um renascimento no final dos anos 90, com bandas como HIM, Sonata Arctica, Apocalyptica e Nightwish a emergirem da cena. Os Bodom, por outro lado, demoraram alguns anos para aparecerem. O segundo álbum da banda, “Hatebreeder”, baseou-se nas ideias geradas em “Something Wild” e era mais polido em termos de musicalidade, mas foi “Hate Crew Deathroll”, de 2003, que alcançou o primeiro lugar na Finlândia e fez com que o mundo do metal em geral tomasse atenção. Naquele ano foram a Metal Band of the Year no Finnish Metal Music Awards e foram cabeças-de-cartaz por toda a Europa e até no Japão. Mais significativamente, finalmente embarcaram na sua primeira digressão pelos EUA num projecto ao lado de Nevermore, Hypocrisy e os velhos amigos Dimmu Borgir.

«Foi com esse álbum que encontrámos finalmente o nosso próprio caminho e o nosso próprio estilo», disse Alexi à Billboard em 2017. «Porque até então éramos como ir aqui e ali. Meio que à procura de sabermos o que somos. E acho que no “Hate Crew…” finalmente captámos isso. É definitivamente um dos álbuns não apenas mais importantes de Children of Bodom mas realmente um dos melhores. Para muitas pessoas, é o seu álbum favorito de Children of Bodom – e não os censuro. Não me quero glorificar, mas é do caralho. Quando olho para trás e ouço-o, fico do tipo: ‘Merda, pá. Acertámos em cheio.’»

À medida que o perfil da banda crescia, também crescia a reputação de Alexi, não apenas como um shredder de classe mundial mas como o gajo que conseguia beber e curtir mais do que qualquer um. Imitando com entusiasmo o estilo de vida hedonista dos seus heróis Mötley Crüe e Skid Row, as histórias tornaram-se lendárias – um catálogo de noites caóticas e lesões causadas pelas bebidas alcoólicas que apenas consolidou a sua notoriedade como um dos músicos de metal mais rijos do nosso tempo.

Quando os Bodom encerraram a sua digressão de promoção a “Hate Crew Deathroll” em 2004, Alexi saiu com alguns amigos, caiu de cara e partiu o pulso mais tarde. O momento não podia ser pior. Incapaz de tocar guitarra durante sete semanas, a banda foi forçada a desistir de um concerto de tributo a Dimebag Darrell na Finlândia e Alexi deveria aparecer na capa da revista Guitar World com nada mais, nada menos do que Zakk Wylde e Steve Vai, dois guitarristas que ele adorava desde que tinha idade suficiente para pegar numa guitarra. «Foi uma loucura», disse-nos. «Eu não podia dizer não, portanto fui lá com gesso no braço e fizeram o olho pisado parecer bem.»

Zakk Wylde ri com a lembrança. «Lembro-me que ele tinha o gesso», diz. «Foi como uma menina a preparar-se para o casamento, o maior dia da tua vida, e ela está com um braço partido e um olho pisado para as das fotos do casamento. Foi muito engraçado, mas é o que realmente o torna excelente.»

Provavelmente, os Bodom atingiram o seu pico com “Are You Dead Yet?” de 2005, a faixa-título que se refere às travessuras infernais de Alexi. O álbum impulsionou-os para outro nível. Depois, uma das maiores bandas de metal do planeta chamou-os. Os Slayer fizeram o convite para se juntarem à edição de 2006 da The Unholy Alliance Tour.

«“Are You Dead Yet?” era provavelmente o meu álbum favorito deles», diz o guitarrista dos Slayer, Kerry King. «Já naquela altura, eu estava do tipo: ‘Este é o próximo gajo, é o próximo herói da guitarra.’ Ele é um daqueles gajos sem esforço que vês e ficas do tipo: ‘Foda-se! Estive a trabalhar o dia todo e não consigo fazer esta merda?’»

Juntando-se a uma forte formação com Lamb of God e Mastodon, os Children of Bodom mantiveram-se firmes contra os fãs de Slayer notoriamente difíceis de impressionar. «Correu-lhes bem. Já vi pessoas a falharem miseravelmente», disse Kerry. «O alinhamento deles pendia para o lado mais pesado, o que é uma coisa inteligente de se fazer quando estás a abrir para nós. Via-os quase todas as noites. É divertido vê-los tocar e o Alexi era um deus da guitarra.»

Relembrando aquela digressão, Henkka fala de Alexi como «o gajo que dava início às festas» e que era «muito bom a fazer amigos» sem se intimidar com a perspectiva de sair com bandas que até então considerava ídolos. «Muitas pessoas caem no truque de que começam a beber Jäger com o Kerry, mas o Kerry tem uma tolerância enorme», ri Henkka. «Houve muitas noites em que o Alexi foi carregado desde o quarto do Kerry.»

Na altura, Alexi também era o cabecilha de uma das tradições com bebida mais famosas de Bodom. «Tínhamos um ritual em que quem quisesse tornar-se membro da Hate Crew tinha de vir ao lounge do tourbus, despir-se e ficar de cabeça para baixo. Púnhamos uísque na boca da pessoa, o que terminava sempre no nariz», ri Henkka. E quem desta maneira foi indigitado no grupo? «Pelo menos o Randy Blythe. Depois disso, ele também fez a tatuagem, por isso foi muito oficial.»

«Essa digressão foi basicamente um acampamento de Verão», diz o baterista/vocalista dos Mastodon, Brann Dailor. «Os gajos de Children of Bodom deviam ter arranjado umas caixas de vodca, mas o estafeta lixou tudo e trouxe rum. Entrei no camarim e havia 20 garrafas de rum por toda a carpete e eles estavam apenas a olhar para aquilo a coçar a cabeça. Eles disseram: ‘Foda-se, vamos arranjar um liquidificador.’ Todos eles tinham chapéus como se estivessem de férias e prepararam bebidas com rum no autocarro. Aquele autocarro era como Mötley Crüe de 82 em esteróides. Tudo o que ouviam era o hair metal dos anos 80. Skid Row e Winger. Eu estava do tipo: ‘Tenho de sair deste autocarro. Não quero ouvir mais Bon Jovi, pessoal!’»

Este tipo de histórias dá óptimas manchetes, com certeza. Mas, nos bastidores e na névoa da bebida, Alexi estava a lutar com problemas que o perseguiam desde jovem, admitindo: «A minha infância foi boa, mas quando eu tinha cerca de 17 anos estava com a cabeça muito fodida.»

A pressão da escalada constante da banda em direcção aos escalões superiores do metal cobrou o seu preço. Numa entrevista no final dos anos 2000, Alexi admitiu à Hammer que tinha tentado o suicídio no final dos 90s: «Tomei uma carrada de comprimidos e bebi uma garrafa de uísque. Obviamente não morri, mas fui levado para um hospital psiquiátrico e fiz uma lavagem estomacal. Tive o caralho de um colapso nervoso.»

Ao longo dos anos, Alexi falou, sempre com uma franqueza admirável, sobre a sua depressão e a turbulência mental por detrás da sua música, mas insistiu muitas vezes que foi a banda que o ajudou nos seus momentos mais sombrios: «Tocar guitarra é algo que, sabes, se certo dia eu tivesse medo de perder algo, isso seria a primeira coisa que me viria à mente», disse. «Adoro isto realmente e só de pegar na guitarra sinto-me uma pessoa completa.»

“Are You Dead Yet?” foi a facada mais descarada dos Bodom no mainstream e, apesar do impulso que deu ao perfil da banda, recebeu uma resposta mista dos fãs. Em 2008 seguiram com “Blooddrunk”, um caso fragmentado que fez pouco para suprimir a sensação de que a ascensão dos Bodom estava a parar. Para além disso, a saúde de Alexi continuava a ser motivo de preocupação, levando a uma série de actuações canceladas. Em 2007 mais uma lesão, desta vez no ombro após uma queda numa pista de bowling que o deixou fora de acção durante seis semanas, forçando a banda a abandonar o festival Desert Rock no Dubai. Dois anos depois, quando caiu no autocarro de digressão, partiu o ombro e algumas costelas – a banda desistiu da digressão pelos Estados Unidos com Lamb Of God, embora sem antes Alexi ter dado vários concertos apesar da hemorragia interna que o pôs a vomitar sangue nos bastidores.

Sem surpresa, as entrevistas à volta do álbum seguinte, o reorientado e revitalizado “Relentless Reckless Forever” de 2011, centraram-se no estado de espírito de Alexi. Mas o álbum não só foi amplamente visto como um regresso afiado e tecnicamente proficiente em relação a “Hate Crew Deathroll” (2003) como também mostrou o vocalista num lugar muito melhor.

«Não consigo manter o mesmo estilo de vida de sempre», disse à Hammer. «Não posso enfrascar uma garrafa de uísque quando me levanto de manhã. Ok, é exagerado, mas tornou-se muito difícil nalgum momento e eu não percebi. Eu ainda estava a funcionar como pessoa e como músico, nunca estraguei um concerto nem nada, mas, sabes, percebi que tenho de acalmar, preciso de tratar de mim.»

Apesar do rejuvenescimento palpável nos seus trabalhos posteriores, os Children of Bodom separaram-se em 2019, quando Henkka, Jaska e o teclista Janne Wirman anunciaram a intenção de se afastarem da banda após mais de duas décadas. O último concerto foi no Helsinki Ice Hall a 15 de Dezembro. «Fizemos tudo o que sempre fizemos», diz Henkka. «Chocámos os punhos antes do concerto, abraçámo-nos depois do concerto e dissemos: ‘Vemo-nos por aí.’ Estavam todos felizes e o espírito estava bom. Claro que também foi triste, porque sabíamos que não tocaríamos juntos novamente, mas conseguimos.»

Impedido de continuar a usar o nome COB devido a problemas de direitos de autor, Alexi formou a nova banda Bodom After Midnight com o guitarrista Daniel Freyberg, o novo baterista Waltteri Väyrynen, Mitja Toivonen (ex-baixista de Santa Cruz) e Lauri Salomaa (teclista de digressão em COB), e preparou-se para lançar um capítulo inteiramente novo na sua carreira. Em Outubro de 2020 deram três pequenos concertos na Finlândia. «Deveríamos começar a escrever o álbum, gravá-lo este ano [2021] e lançá-lo em 2022, mas não estava destinado assim», diz Daniel com tristeza. «Ele estava muito entusiasmado. Ele tinha um novo ímpeto, uma nova motivação e queria realmente mostrar que ainda conseguia arrasar.»

«Ele estava muito feliz por aqueles concertos acontecerem em clubes pequenos», acrescenta Kim Goss. «Ele estava do tipo: ‘Que se foda o chique.’ Tocou apuradamente, cantou muito bem e a sua nova formação era do caraças. Sei que ele está muito orgulhoso por aqueles concertos serem os últimos três que existem neste mundo. Aquilo levou-o de volta às suas raízes: clubes pequenos, grande energia e nova energia.»

É doloroso pensar que nunca mais sentiremos a presença eléctrica de Alexi em palco novamente, vê-lo a rasgar freneticamente o braço da guitarra a uma velocidade demente e ouvir aqueles solos estridentes que lhe valeram um lugar entre os maiores de todos os tempos – tão cheio de vida e de alegria.

«Vês pessoas como Steve Vai e Zakk Wylde, astros do heavy metal», diz Olli Herman. «O Alexi estava ao mesmo nível desses gajos. Ele estava entre eles.»

Alexi deixou-nos muito cedo, mas vamos recordá-lo como um guitarrista único que quebrou barreiras, mudou o metal para melhor e inspirou a geração seguinte a abrir caminhos. Claro, nada disso era importante para ele. Humilde até ao fim, era sempre a música, não elogios ou legados, que importava.

«Não faço esta merda pelos prémios ou pelos elogios», disse-nos. «Faço-o pela música e pelo amor de tocar. Fim da história, caralho.» Que lenda.

Consultar artigo original em inglês.

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