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Alestorm “Curse of the Crystal Coconut”

Um lance de pirataria que nos roubará gargalhadas e headbanging!

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Editora: Napalm Records
Data de lançamento: 29.05.2020
Género: power metal
Nota: 3.5/5

Um lance de pirataria que nos roubará gargalhadas e headbanging!

A viverem um enorme sucesso mundial pelo menos desde 2017, os piratas Alestorm têm vindo a esgotar concertos atrás de concertos – a razão é simples: se por um lado a música é orelhuda e alegre, por outro cada espectáculo é uma festa autêntica, tanto em cima do palco como fora dele.

Começando como uma banda de power metal com a pirataria como temática – o que por si só foi uma novidade e o primeiro álbum “Captain Morgan’s Revenge” (2008) continua a ser um marco na carreira –, o grupo liderado por Christopher Bowes começou a injectar elementos extra-metal (como música electrónica) e a inclinar-se cada vez mais para uma ala mais humorística que se evidencia numa considerável parte das letras.

Como não podia deixar de ser, o novo lançamento dos Alestorm oferece-nos logo um sentido cómico através do próprio título “Curse of the Crystal Coconut”, uma história que é contada na faixa “Pirate’s Scorn” («The day you mess with Skurvy, arr, you’ll wish you were never born! / When the coconut is mine, then you’ll feel this pirate’s scorn!»). As gargalhadas não se ficam por aqui e conseguiremos esboçar uma risada à custa do nonsense de “Shit Boat (No Fans)” («Your pirate ship can eat a giant bag of dicks / You better give us all the money in your treasure chest / Or Kristof’s gonna take a shit on your fucking lawn»), da rebeldia de “Pirate Metal Drinking Crew” («We are the pirate metal drinking crew / We think you’re dumb and we hate you too / We are the pirate metal drinking crew / We don’t give a fuck, we think you all suck») ou da fantasia cómica de “Zombies Ate My Pirate Ship” («Zombies ate my pirate ship / I will make them pay»). Isto tudo sem se esquecerem os habituais chavões piratas como “Yarr!”, “Yo oh!” e “Whoah oh!”.

Musicalmente, o quinteto não se distancia daquilo a que já nos habituou: refrãos cativantes e imensamente cantáveis, riffs e solos power/heavy metal (“Fannybaws” e “Chomp Chomp”) e teclados por todo o lado. Todavia, esta tripulação com Capitão Bowes ao leme recrutou um conjunto de corsários que vieram dar mais cor e preenchimento ao álbum com violinos, sanfonas e trompetes, estes últimos que se ouvem com mais preponderância no início de “Tortuga”, um tema que conta com a participação de Captain Yarrface (Rumahoy) e que inclui algumas noções de hip-hop, provando mais uma vez que os Alestorm estão-se nas tintas para o que é ortodoxo. Por outro lado, e por mais que a banda tenha desenvolvido a sua musicalidade, o power metal mais tradicional e sempre a la Alestorm não foi posto de parte, conseguindo-se vislumbrar o passado em temas como “Call of the Waves” que, com um violino dançante, empurra-nos para uma taverna caótica onde piratas se esmurram no chão e donzelas dançam no balcão.

Como não podia deixar de ser, “Curse of the Crystal Coconut” é um disco de fácil audição – não quer dizer que entre a 100 e saia a 200, mas estamos perante um estilo de música nada complicado de se absorver, que não precisa de ser dissecado até ao tutano e que serve essencialmente para nos encher de alegria, festa e riso sem travão. Essencialmente, isto é um lance de pirataria que nos roubará gargalhadas e headbanging! Bem precisamos!

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