#Guitarrista

Subsolo

Aeons Confer: lado negro do sol

Possivelmente no melhor momento criativo de uma carreira iniciada em 1997, os Aeons Confer mostram-se maduros e evoluídos com “Zero Elysium”.

Publicado há

-

Origem: Alemanha
Género: symphonic metal
Último lançamento: “Zero Elysium” (2019)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista: Diogo Ferreira | Review: João Correia

Possivelmente no melhor momento criativo de uma carreira iniciada em 1997, os Aeons Confer mostram-se maduros e evoluídos com “Zero Elysium”.

«”Zero Elysium” é uma jornada tonal pelo universo.»

O que esperar:
Alexander: «Primeiro e acima de tudo, o nosso objectivo era corresponder às nossas próprias expectativas com “Zero Elysium”. O antecessor “Symphonies of Saturnus” recebeu muitos elogios e permitiu-nos colocar a banda no mapa e pôr a nossa música nos palcos de todo o mundo. Como fazemos tudo por conta própria, seja gravar, misturar ou o artwork, obviamente houve uma pressão auto-imposta para ter o melhor resultado possível. Foi uma tremenda quantidade de trabalho, e toda a gente deu o seu sangue, suor e lágrimas no processo. No entanto, o resultado valeu a pena e estamos extremamente satisfeitos com “Zero Elysium”. É um monumento para nós enquanto banda, e os fãs podem esperar uns Aeons Confer mais maduros e evoluídos. Todos os ingredientes do álbum anterior podem ser encontrados em “Zero Elysium”, mas também há novas reviravoltas que podem ser um desafio no início. No entanto, crescerá rapidamente e serão absorvidos por um novo mundo musical. “Zero Elysium” é uma jornada tonal pelo universo, por isso estejam prontos para uma experiência avassaladora!»

Conceito:
Bernhard: «O novo álbum contém uma história conceptual apocalíptica e distópica baseada em ficção-científica. Numerosos asteróides gigantescos atravessam um curso catastrófico. Impulsionados pela negra estrela gémea do sol, enormes corpos celestes penetram profundamente na superfície do planeta. Como a ameaça põe em perigo a vida na Terra, o protagonista da história tenta impedir a humanidade da extinção total. Encontra um fenómeno científico que envolve o campo magnético da Terra, sendo capaz de armazenar unidades de energia. Numa corrida contra o tempo, o protagonista cria um mecanismo para enviar cargas de alta energia para a atmosfera externa da Terra, para inflamar uma rede de defesa plasmoidal. Mas o poder absoluto dos asteróides é enorme e, quando começam a cair, a vida na Terra começa a desmoronar. Fugindo de impactos, ondas de calor, ácidos tóxicos e vapores, o protagonista desce até ao centro do planeta. A humanidade, embora tecnicamente avançada e orgulhosa das suas conquistas técnicas, está a viver os limites da sua influência sobre a poderosa natureza. No final, a civilização deixa de existir, enquanto o primitivo medo humano central se desencadeia: a perda irrevogável do controlo. De agora em diante a escuridão reinará para sempre.

Referências:
Simon: «Com o nosso último álbum, o nosso som evoluiu para uma versão mais definida do nosso estilo inicial, o dark metal sinfónico e moderno. Mudamos de um estilo mais wall-of-sound para uma produção mais limpa, mais focada e massiva, que se encaixa perfeitamente no nosso novo material. Embora haja muitas camadas sonoras em cada música, todos os instrumentos têm seu próprio espaço. Alguns instrumentos, como teclados e orquestrações, foram escondidos para abrir espaço para vozes, guitarras, bateria e baixo. Não diria que é uma abordagem minimalista, como se menos fosse mais, mas o peso de todos os nossos componentes teve de ser reorganizado para se ajustarem à nossa nova paisagem sonora. Desde o início, em 1997, eram bandas como Emperor, com a obra-prima “Anthems to the Welkin at Dusk”, e Arcturus, com “La Masquerade Infernale”, que nos inspiravam. Actualmente, temos bandas como Devin Townsend, Septicflesh, Textures e Korn nas nossas playlists, mas também existem outras bandas e músicos excelentes por aí.»

Review: Os alemães Aeons Confer praticam black/death metal sinfónico com doses impressionantes de groove, técnica e orelhudice. “Zero Elysium”, o seu mais recente registo, é bem capaz de ser um dos melhores trabalhos do género de 2019 – prova disso é “Impactors”, um tema onde reinam elementos sinfónicos meticulosamente colocados, vozes operáticas femininas de primeira linha e uma noção de composição profissional. Em menos palavras, é o tipo de banda que espanta por ainda não ter assinado com uma major. Uma situação transitória, sem dúvida. A ouvir e a descobrir.

Facebook

Destaques

Notícias

Artigos

Mundo das Guitarras © 2021