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10 bandas que não existiriam sem Korn

Eis 10 artistas que mostram a grande influência que os Korn têm tido no metal e mais além.

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Eis 10 artistas que mostram a grande influência que os Korn têm tido no metal e mais além.

Durante mais de um quarto de século, Korn foi uma das bandas mais influentes do metal. A sua combinação inovadora de guitarras de sete cordas em downtuned, batidas pesadas de hip-hop e letras que revelavam demónios pessoais não só inauguraram a era do nu-metal e transformaram a banda em super-estrelas como também inspiraram pelo menos duas gerações de músicos oriundos de uma variedade de géneros. Eis 10 artistas que aprenderam mais do que alguns truques com os melhores de Bakersfield.

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Soulfly

Max Cavalera estava tão apaixonado pelo álbum de estreia de Korn, de 1994, que pegou no seu produtor, Ross Robinson, para ver se ele conseguia repetir o truque nos Sepultura em 1996, com “Roots”. Não apenas isso, Max fez com que Jonathan Davis, dos Korn, emprestasse a sua voz inconfundível para a música “Lookaway” e o baterista David Silveria adicionou percussão em “Ratamahatta”.

Não podemos sugerir que os Sepultura não existiriam sem os Korn, mas quando Max deixou a banda logo de seguida e formou Soulfly, basicamente passou os seus primeiros álbuns a repetir os truques que aprendeu nos anos de “Roots”. O que, considerando que este foi o período de maior sucesso comercial dos Soulfly, acabou por funcionar muito bem.

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Slipknot

Sim, os Slipknot superaram Korn comercialmente. Sim, inspiraram-se no mesmo metal extremo. E, sim, eram apenas uma banda de nu-metal para um álbum. Mas o sucesso da banda do Iowa não teria acontecido se os Korn não tivessem arrombado a porta em primeiro. Nos anos anteriores aos Slipknot, os Korn conseguiram popularizar selvajaria, niilismo, ódio, dor e riffs pesados como cimento e murro no estômago. Os Slipknot podem ter bombeado aquele som cheio de esteroides, mas, no final das contas, estavam a trabalhar a partir de um projecto criado meia década antes.

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Suicide Silence

Podem ter sido originalmente inspirados pelo death metal clássico e hardcore moderno, mas os pioneiros do deathcore Suicide Silence expandiram-se ainda mais em 2011 com o terceiro álbum “The Black Crown”. Considerando que cresceram quando o boom do nu-metal estava no auge, não deveríamos ter ficado chocados quando a banda adicionou a dinâmica boom’n’burst carregada de groove à Korn clássico em músicas como “O.C.D.” e “You Only Live Once”. Nem o tentaram esconder, trazendo Jonathan Davis para o estúdio para cantar “Witness the Addiction”. Selaram o acordo com a cover de “Blind” no álbum digital “Live and Mental”.

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Touché Amoré

Não é óbvio, mas o vocalista Jeremy Bolm da banda post-hardcore de LA, Toucé Amoré, já contou à Metal Hammer sobre como a sua exposição aos Korn representou um «despertar para a música pesada». A banda meteu o seu dinheiro onde está a boca ao trazerem Ross Robinson para gravar o quinto álbum “Lament” (2020).

Embora o pulo do nu-metal e os riffs turvos não estejam em lugar nenhum, o próprio Bolm adoptou obviamente a pegada emocionalmente aberta e honesta de Jonathan Davis para a escrita das letras e adaptou-o num estilo de música muito diferente. A decisão de Davis, de abrir e revelar tudo sobre a sua vida com tal honestidade inabalável em álbuns que detalham o seu próprio trauma de infância, levou Bolm a escrever o doloroso álbum “Stage Four”, de 2016, que viu o vocalista a lutar contra a dor após a morte da sua mãe vítima de cancro. É difícil imaginar uma banda pesada a abordar este tipo de tópico se Davis não tivesse normalizado um assunto tão intenso anos antes.

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Employed To Serve

Sendo uns dos artistas britânicos inovadores dos últimos anos, os ETS traçaram uma interessante trajectória de carreira. Começando a vida como uma banda de hardcore descontroladamente imprevisível que deveu mais aos Converge ou aos The Dillinger Escape Plan do que aos Limp Bizkit ou aos Linkin Park, o amor pelo nu-metal do final dos anos 90 tornou-se cegamente aparente ao longo de três álbuns. Por altura de “No Eternal Forward Motion”, de 2019, quase todos os compassos estranhos e riffs de hardcore cáusticos foram erradicados e substituídos por ritmos mais simples e pesados. A própria banda está mais do que feliz em admitir as suas influências, com a vocalista Justine Jones a dizer à Hammer que «nu-metal não é um palavrão para mim, cresci a adorar Korn. São os melhores, e quem disser algo diferente está errado».

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Skrillex

O super-produtor de dubstep Sonny “Skrillex” Moore pode muito bem ter a pretensão de influenciar os próprios Korn depois de ter trabalhado com a banda no álbum “The Path of Totality”, de 2011. Jonathan Davis foi tão inspirado pelo género que até desenvolveu a sua própria personagem DJ, J-Devil, e forneceu aos Korn conjuntos de dubstep enquanto a banda fazia a digressão do álbum.

Porém, em última análise, Skrillex deve mais a Korn do que o contrário. Skrillex admitiu que foi muito inspirado a entrar na música enquanto jovem com a ascensão do nu-metal, formando a banda emo From First To Last alguns anos depois. Davis já falou sobre como o DJ era um grande fã que agarrou a hipótese de trabalhar com eles e, posteriormente, tornou-se «uma criancinha» quando entrou no estúdio para os ajudar a criar as faixas “Narcissistic Cannibal” e “Get Up!” durante as sessões “The Path of Totality”.

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Billie Eilish

Não tão óbvio, claro, mas lê-nos por um minuto. A certa altura, no final dos anos 90, Korn era a maior banda da música popular, utilizando um som negramente gótico, uma imagem que usava roupas desportivas (transformando isso algo extraordinariamente assustador) e um vocalista que derramava os seus demónios na música através de sussurros dispersos não-convencionais. Vinte anos depois, a maior artista musical do planeta é Billie Eilish, uma artista com uma inclinação para a escuridão gótica, roupas desportivas largas e que expressa os seus pensamentos sobre a sua saúde mental e terror noturno através de uma série de raps calmos e sussurrantes. Do tipo, quando se coloca assim… é basicamente a mesma coisa, não é?

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Ghostmane

Eric Whitney, também conhecido como Ghostemane, fez o seu nome ao usar influências industriais e nu-metal para ajudar a criar a sua própria versão distinta e distorcida. Enquanto as sombras de Marilyn Manson e Nine Inch Nails avultam sobre o seu trabalho, é inegável que também há uma abundância de Korn na sua dieta. Ouve músicas como “Nihil” ou “Inside”, do álbum “N/O/I/S/E” (2018), e diz-nos se a sua assustadora fala arrastada, que se transforma num furioso rugido, não te faz lembrar um certo Mr. J. Davis.

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Poppy

Desde que ganhou destaque como artista de YouTube, Poppy mergulhou o pé em muitos géneros diferentes. Não há dúvida de que o mergulho profundo que deu na cultura metal para o terceiro álbum, “I Disagree”, foi muito semelhante ao som característico de Korn. A dinâmica silenciosa-alta que empregou ao longo do álbum é um básico do nu-metal. A maioria das músicas é muito mais baseada no groove do que no ritmo ou técnica e, talvez o mais crucial de tudo, a sua justaposição de melodias de embalar ao lado de guitarras grossas e crocantes é puro “Shoots and Ladders”.

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Tallah

Num momento da última década, o nu-metal deixou de ser uma fonte de embaraço.

Na última década, a influência do nu-metal deixou praticamente de ser considerada embaraçosa para a actual geração de bandas. O amor dos mencionados Employed To Serve e Suicide Silence é uma coisa, mas nos últimos cinco anos vimos nomes como Cane Hill, Vein e Ocean Grove a lançarem álbuns que pegaram nos dias de glória do nu-metal e do primário, exclusivo em alguns casos, ponto de partida para o seu som. O nome mais famoso nesta cena particular conhecida como nu-core é o quarteto da Pensilvânia, Tallah, e o álbum de estreia “Matriphagy” é uma reformulação brilhante e genuinamente refrescante do som dos anos 90. A própria banda mostra abertamente o seu amor por Korn nas sleeves, com até mesmo a capa do álbum a ser um coelho manchado de sangue, que é perturbadoramente reminiscente das primeiras sleeves das lendas de Bakersfield.

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Consultar artigo original em inglês.

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